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  • Mari Camardelli

Manual prático (e totalmente injusto) da sociedade para a madrasta

Quem se sente assim?


Não pode se meter, mas tem que estar à disposição.

Não pode falar nada, mas tem que ajudar a cuidar quando é preciso.

Não tem direito de tirar foto com a criança, mas também não pode excluir a criança da foto.


Não pode comentar sobre a saúde da criança, mas tem que levar no médico caso os pais tenham compromisso. Mas só caso os pais tenham compromisso. Se os pais puderem levar, é um absurdo levar ou querer ir junto.


Não pode interferir nas escolhas alimentares, mas tem que ir no supermercado, comprar comida, cozinhar. Ah, tem que lembrar do que a criança gosta e fazer o prato preferido. Mas não pode orientar a criança a comer menos chocolate ou sorvete. Aí de prestativa e bacana vira automaticamente chata metida.


Não pode trocar a fralda, isso é coisa de pai e mãe, mas pode cuidar por algumas horas quando os genitores se ausentam. Aí nesse caso pode trocar a fralda. Eu acho.


Não pode aparecer no vídeo, dentro da própria casa, quando algum genitor telefona. Tem que fingir que não existe, se esconder, sei lá. Não pode falar, também. A lembrança da existência incomoda.


Não pode, sob nenhuma hipótese, opinar.

Não pode participar dos combinados sobre os dias em casa, caronas, etc. Mas deve manter a casa sempre pronta para as crianças chegarem. Sempre.


Querida sociedade, suas crenças coletivas, julgamentos preconceituosos e orientações invisíveis sobre o nosso papel machucam. Doem. Nos afastam de nós mesmas, das crianças e do que mais importa: o amor.


Está na hora de repensar.

O que você acha disso tudo? Me conta.


#preconceito #sociedade #reflexão #pais #maternidade #paternidade #crianças #somosmadrastas #madrastas



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