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  • Mari Camardelli

A vida não é uma competição.

Texto: @psi.patriciagomes

Leon Festinger, psicólogo, criou a teoria da comparação social afirmando que as pessoas compararam a si mesmas para ter mais conhecimento sobre si e sobre o mundo.

Comparar-se é uma prática comum. É natural que para entendermos nosso desenvolvimento e nosso modo de viver, busquemos “olhar para o lado”. Não há nada de errado, se isso não se transformar num hábito que aprisiona, pois a nossa atitude passa a ser medida pelo outro.

Por exemplo: o que você SENTE quando se compara à mãe de seus enteados? É algo bom?

Em consultório, já presenciei comparações dolorosas entre mulheres, que diminuem a que se compara: “Ela é mais bonita, mais magra, mais paciente, mais presente, mais engraçada, ela dá conta.”

Às vezes, quem se compara se coloca numa posição de superioridade. “Eu sou mais desencanada. Não sou possessiva ou insegura como ela.”

Seja para se diminuir ou se exaltar, a comparação persiste, tornando-se uma rotina nada saudável. Talvez a gente não note, os pensamentos vêm e somos tomadas pela angústia de não nos sentirmos boas ou reconhecidas o suficiente.

Esses pensamentos sem freio têm raiz na nossa própria história. O que aprendemos na infância e adolescência, nossas crenças e convicções interferem nas nossas escolhas e na forma que vemos o mundo.

Quantas vezes na sua família, trabalho ou entre amigos você foi comparada? Uma irmã ou prima, uma amiga, ex-cônjuge, colega de trabalho, capa de revista. Quantas vezes você se viu menor devido a tantas comparações?

Comparar-se para aprender traz crescimento pessoal. Mas comparar-se a todo o tempo ignorando que nossa história é única e cada um tem seu tempo, é injusto conosco.

Você olha para trás para comparar quem VOCÊ É com quem VOCÊ FOI? Acolher suas falhas e avanços entendendo o seu próprio tempo?

Agradecer mentalmente pelas suas realizações é terapêutico. Lembrar das vezes que foi empática, que conseguiu curtir uma brincadeira, que aproveitou o momento com seus enteados, que sorriu por dentro. Agradeça.

Quando agradecemos, nos comparamos mais a nós mesmas e reconhecemos nossa evolução. E então, com quem você pretende se comparar hoje?

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